Há aquela que resplandece sem mesmo saber que o faz, por ser tão natural o brilho que traz. Não há, do outro lado, aquele que não o note e o deseje só para si, por inteiro. Neste caso, porém, convém a solução do vidraceiro: sabe bem que da primavera não deve privar ninguém, leva sua parte dentro dum espelho que se volta para o jardim e deixa ela soprar suas cores em rostos alheios, numa alegria sem fim.