No meio do caminho tinha um caderno

O que você faria se topasse com um sketchbook, ou um caderno de rascunhos pessoais? Você tentaria devolver ao dono, claro. Mas se o autor não deixasse qualquer número para contato? Então você o levaria para casa e, como quem não quer nada, folhearia...
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Porém, dado o primeiro passo na superfície amarelada de suas folhas, não mais será capaz de deixá-lo. Logo sentirá o gosto irresistível de descobrir o que talvez não lhe fosse permitido, ao começar a ler suas crônicas e poemas; criações pessoais de um desconhecido (e descuidado) escritor, que em mais de 180 páginas dedicou-se a refletir sobre o amor e a juventude.
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Um atrás do outro, os textos cativam-no. As ilustrações e colagens são uma doce brincadeira para os olhos e a alma. Virada a última folha, você terá redescoberto o jovem que sempre existiu dentro do peito, mas que andava sumido. E terá tido com ele uma tarde de prosas e lembranças.
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É impossível não se reconhecer nas páginas do livro abandonado,
e enfim desconfiará de que o autor não o esqueceu por aí, mas o deixou intencionalmente no caminho de alguns, gente que talvez deseje reencontrar-se com sua linda juventude.
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Abaixo, um pouco do que tratam as crônicas, contos e poemas
de PÁGINAS DE UM LIVRO BOM. Não hesite em explorá-los.